A adoção mais emocionante do ano

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A adoção mais emocionante


Família feliz não é só aquela que gera filho. Família feliz é aquela que gera amor, e isso vai além de um cordão umbilical, nove meses dentro da barriga da mãe e enxoval para bebê recém nascido. Os laços de amor que formam uma família pode começar no momento em que se inicia o processo de adoção. 

Mas adotar uma criança não é uma tarefa fácil. Existe inúmeras exigências e uma fila de espera que parece não ter fim. A procura pela adoção de bebês e crianças pequenas é enorme, fazendo com que crianças maiores de oito anos sejam deixadas de lado. Os dados são assustadores, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, em 2016 havia quase 35 mil pessoas na fila de adoção, e para cada uma delas, cinco famílias interessadas, além disso, 70% dos interessados não aceitam adotar os irmãos e irmãs e 29% quer adotar somente meninas.


Já no início desse ano, temos o exemplo de que a felicidade de ter um filho (a) não está rotulada a idade de ninguém, mas sim ao sentimento e desejo de ter alguém para de chamar de pai ou mãe. Uma família de Santa Catarina, Florianópolis, relatou no facebook sua luta para conseguir a adoção de uma criança. No post, Rafael Festa, conta um pouco das dificuldades e das vitórias que encontraram pelo caminho até conseguirem formar uma família feliz.

"Nossa gestação não foi das mais convencionais. Não vimos nossa barriga crescer (exceto a minha, mas não por este motivo), mas o nosso peito já não aguentava mais de tanto aperto. Não ouvimos seu coração bater através de uma máquina, mas o nosso acelerou quando uma porta abriu e ele veio em nossa direção"

Esse é um trecho publicado por Rafael, além de emocionar, serve como um exemplo para todos aqueles que estão sofrendo na espera de adotar uma criança. O pai ainda fala um pouco sobre a burocracia que encontrou, contribuindo para o debate sobre o sistema de adoção brasileiro.

"As nossas dores de parto foram as angustiantes semanas de espera por decisões burocráticas. E hoje, o nosso parteiro foi um juiz, sentado em uma cadeira, que assinou um papel e o nosso filho, finalmente, está em nossos braços. Não experimentamos desejos estranho nem passamos por enjoos terríveis, mas Deus sabe quão ruins eram os domingos à noite, quando precisávamos levá-lo de volta à casa-lar"

Sabemos que toda essa burocracia do Cadastro Nacional de Adoção é para garantir a felicidade e o bem estar das crianças e adolescentes, e que é difícil para quem não consegue cumprir com todos os quesitos exigidos, mas por enquanto podemos comemorar e vibrar com essa nossa família, pois podemos ver que o amor está estampado nos olhos de cada membro dela.

"Não podíamos bradar ao mundo todo que estávamos grávidos, mas sabíamos que o mundo seria pequeno para tanto amor" - Rafael Festa.

Veja o post na íntegra:

Fonte: Hypeness

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